quinta-feira, 14 de abril de 2011

Na parede.




Não existe aqui
na minha história
vilões
nem mocinhos.
Não existe amigos
inimigos
donzelas em perigo
muito menos castelos e reis
cavaleiros
aristocratas
ou qualquer coisa romanceada.

Na minha história você vai encontrar
esgotos
homens coxos
casas abandonadas
corações despedaçados.

E a história é cíclica
circular
bumerangue de dores
indo e voltando
me acertando.

Vamos falar do fim das coisas
do fim dos dias e das horas
flagelo dos deuses
das madrugadas em claro que me desdobrei
quase morri. A dor é retrato da realidade.

Imagine um quadro
na pintura se vê uma mulher nua
você está em um museu.
Feliz é o quadro, estático, observado e admirado;
Somos o quadro dos deuses
vivemos no museu das emoções.

Um comentário:

  1. Mas são nas madrugadas que as pessoas são mais soltas, mesmos não tendo ingerido nenhum tipo de bebida alcoólica e/ou drogas ilícitas. São nas madrugadas que o cérebro se enche de palavras, palavras aquelas que não podem ser ditas fora desse horário, porque assim soa mal.
    E daí que meu comentário fugiu do assunto do poema?! Já disse que não sei comentar nessas coisas =x
    beijo :*

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